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Em live de Natal, Caetano Veloso canta com os filhos e critica desigualdade que une Brasil e EUA

A imagem na tela surge pontual. Com os versos de Muito Romântico, Caetano Veloso abriu sua live de Natal com as músicas mais pedidas pelo público, em apresentação transmitida pelo canal no YouTube neste sábado, 19, às 21h. "O maior acontecimento do mundo foi o nascimento de Jesus", afirmou o cantor citando um pensamento da filósofa Hannah Arendt. "Não sei se ela queria dizer isso mesmo, mas foi o que eu entendi", explica.

Com a canção natalina Boas Festas, o artista resgatou memórias do Natal em Santo Amaro, na Bahia. "O verso 'eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel' já carrega tristeza. Pensar que existem essas pessoas é coisa que nenhum país pode imaginar."

Ao falar sobre o espírito dos festejos de Natal, o cantor afirmou que Brasil está unido aos Estados Unidos na desigualdade social, que afasta ricos e pobres. "O Brasil é o mais desigual entre os países em desenvolvidos, e os Estados Unidos, mais desigual entre os países mais ricos."

Ainda sobre a canção Boas Festas, o cantor ainda defende que o autor Assis Valente, é seu conterrâneo de Santo Amaro. "Algumas biografias dizem que ele era do Canto da Pólvora, mas acredito que não. Ele era de Santo Amaro, de onde nasci."

Com repertório surpresa, a partir das mais pedidas pelo público nas redes sociais, Caetano cantou Tigresa, Aquele Frevo Axé, Cajuína, O Leãozinho, que dedicou ao público infantil. "As crianças adoram essa música e pediram muito."

Os filhos do cantor, Moreno, Tom e Zeca acompanharam Caetano na live. Acalanto foi dedicada a Benjamim, filho de Tom, que acompanhou o pai na música. Em Reconvexo, Moreno relembrou dos tempos de Santo Amaro. "Ele é o mais ligado ao Recôncavo", diz Caetano. "Você e seus irmãos tinham amizade com aquele sapo, Arquelau."

Em pedido especial de Maria Bethânia, Caetano relembrou de Noite de Cristal, música que fez para para a irmã e cantora. "Ela me pediu, achando que eu ia esquecer. A música diz o que eu gostaria de dizer para este Natal." O mesmo sentimento anunciado na música Gente, que encerrou a apresentação de Caetano com os versos "gente é pra brilhar não para morrer de fome."

 

 

 

Nicette Bruno e Paulo Goulart: relembre história de amor de mais de 60 anos

Atriz, que seguia filosofia do espiritismo, contou em entrevistas que acreditava em reencontro; reveja

A história de amor de Nicette Brunno, que morreu vítima de Covid neste domingo, 20, e Paulo Goulart, falecido devido a um câncer em 2014, quando o casal estava prestes a completar 60 anos de casados, é tão grande que eles até faziam aniversário pertinho um do outro. Ela, 7 de janeiro, ele, 9 de janeiro. E transcende. Nascida em uma família espírita, a atriz afirmava em entrevistas ter certeza que reencontrará o marido, Paulo Goulart e contou as últimas palavras ditas pelo companheiro em vida no Conversa com Bial:

O casal deixa três filhos atores – Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart -, oito netos e cinco bisnetos. Relembre o papo com Pedro Bial em 2018:

Nicette Bruno fala sobre seu casamento com Paulo Goulart
 

Nicette Bruno fala sobre seu casamento com Paulo Goulart

Um dos momentos inesquecíveis da atriz desde a perda do marido foi o momento em que conheceu uma árvore plantada nos Estúdios Globo pela atriz Christiane Torloni em homenagem ao ator. Em 2015, Nicette conheceu a planta que eternizou seu marido no local que os dois dividiam trabalhando.