Segunda, 28 Agosto 2017 17:24

Após nota polêmica na 'Dança dos Famosos', Carolina Kasting pede perdão

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Carolina Kasting foi jurada técnica da Dança dos Famosos, quadro do Domingão do Faustão, na noite de domingo (27). A atriz, no entanto, tem recebido várias críticas após ter dado a nota 9 para a atriz Mariana Xavier, que se apresentou dançando forró.

"Quando eu comecei minha carreira na televisão, não existia internet, muito menos redes sociais e isso não impediu que eu fosse ameaçada de morte porque minha personagem era a antagonista da trama das nove na Globo. Os tempos vão mudando e a forma das pessoas colocarem seu ódio para fora também. (...) Acredito que, diferente do que a maioria parece acreditar, a internet não é um lugar sem lei, não se pode fazer qualquer coisa na internet, não se pode agredir aos outros. Leis básicas de convivência e respeito com o próximo deveriam ser respeitadas", escreveu, em tom de desabafo.

No domingo, o time feminino se apresentou no Domingão do Faustão. Além da nota 9 dada para a atriz Mariana Xavier, Carolina avaliou a apresentadora Adriane Galisteu e as atrizes Maria JoanaIsabella Santoni e Cris Vianna.

No Twitter, Carolina recebeu comentários sobre a nota e respondeu. "Por que vocês consideram 9 uma nota ruim?", questionou. "Você estão equivocados de considerar 9 uma nota ruim", escreveu.

A atriz também escreveu para Mariana Xavier. "Amada, todos revoltados com o meu 9, mas 9 é uma nota excelente! Jamais considerei ruim. Me perdoa!"

Leia o texto abaixo:

"Tenho 25 anos de carreira, 42 anos de idade, me formei em dança e teatro, aprendi com meus pais que a força e a determinação de correr atrás de um sonho aliadas a ética de não passar por cima de ninguém, era o que me levaria ao sucesso.

Todos que me conhecem sabem que posso ser tudo, menos preconceituosa. Sabem que me preocupo mais com o outro do que comigo mesma e que principalmente, não considero o ódio uma moeda de troca.

 
 
 
 
 
 

Considero, sim, que o amor é a única coisa que poderia salvar o mundo, mas, às vezes, me parece que para cada abraço vai existir mil palavras ofensivas e que para cada gesto de amor, vai sempre existir trilhões de bofetadas. Raramente penso assim, só quando perco as esperanças no ser humano mas na maior parte dos meus dias eu acredito no amor. Acredito em ser uma pessoa amorosa com todos que me cercam, com o garçom que serve a minha mesa no restaurante, com o motorista que buzina atrás de mim, com meu filho, com o passeador de cães, com o porteiro do meu prédio, com a minha filha, com meu amigo que morro de saudades e nunca consigo encontrar, com meu marido, com meus pais, com a minha ajudante que cuida da minha casa e dos meus filhos e que por isso já virou da família, com o seu filho que já considero meu, e assim vai… eternamente amor.

Não consigo conceber não ser assim, mas me preocupo em ser assim nos meus atos e não apenas no meu discurso, para que eu não cometa a injustiça que considero inaceitável, para que, pelo avesso eu não tenha exatamente o mesmo preconceito que estou acusando no outro. E assim mergulhe num mar de hipocrisia.

Quando eu comecei minha carreira na televisão, não existia internet, muito menos redes sociais e isso não impediu que eu fosse ameaçada de morte porque minha personagem era a antagonista da trama das nove na Globo. Os tempos vão mudando e a forma das pessoas colocarem seu ódio para fora também.

O que me preocupa é que o outro passou a ser uma pessoa desprovida de direitos, ele não tem mais o direito de achar o que acha, mesmo que seja uma opinião baseada em princípios reais, não tem o direito de expressar e de ser quem ele é.

Sempre fui e sempre serei defensora da liberdade de expressão, do direito de ir e vir, da liberdade de sermos quem somos com nossas diferenças. Uma sociedade de pessoas que pensam da mesma forma seria uma sociedade manipulada para tal e portanto, seríamos fantoches.

O ser humano tem que ter o direito ao básico e ao exercício intelectual para existir como indivíduo.

Acredito que, diferente do que a maioria parece acreditar, a internet não é um lugar sem lei, não se pode fazer qualquer coisa na internet, não se pode agredir aos outros. Leis básicas de convivência e respeito com o próximo deveriam ser respeitadas.

Será que esse ódio todo não vem da frustração de não poder estar no lugar do outro? O fato é que o meu direito termina onde começa o direito do outro. E respeito é bom e eu gosto."

Posts de Carolina Kasting (Foto: Reprodução)

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Ler 95 vezes Última modificação em Segunda, 28 Agosto 2017 17:42